terça-feira, 11 de setembro de 2012

Comoção


Sinto-me enforcado, ainda sinto os resquícios
Das vozes assombradas daqueles homens sub-reptícios
O seu desígnio era contrair matrimónio com o demónio
Neste local escuro onde só inalo azoto e plutónio
….
Criaram uma besta, sem sentimentos, só com ódio
Alimenta-se do nosso choro, viciado em cloreto de sódio
A pulsação cardíaca desce abruptamente no pulso
O nosso sofrimento escorre dos olhos, já é avulso
….
Os meus egos são animalescos e assassinos compulsivos
Das minhas teorias, destroem tudo à sua volta, são impulsivos
Coração bombeia sangue num ritmo frenético, irrigação
Hipotálamo estremece atrozmente, convicta comoção

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