Estou na minha sala, sentado na
cadeira do baloiço, bebendo um
Whisky de Malte, suspenso numa
harmonia que colapsa a minha ira,
Olho para uma foto da minha musa,
Princesa Rania, com brilho de Safiras
O incenso vagueia suavemente como
uma vaga de inspiração que me bafeja
Beija, como os lábios duma gueixa,
fazem queixa por eu conter doses industriais
De inspiração, inspiro expressões
e situações e a moral que comportam,
Transportam, metamorfose que começa
no hipocampo, amplo campo léxico
Dum disléxico, deixei de ser
tanso, redigi durante horas para crescer na arte
Quando a anos atrás chorava atrás
de pavilhões por ser deixado de parte, aparte
Disso, cortiço discurso, não me
faço de urso, não vou a concurso, sem curso,
Não sou postiço, verdadeiro como a
água que nasce no Luso, dou uso ao cartel
De palavras que guardo numa caixa
envidraçada, colo um coração partido em cacos
, Sofredor, despedaço por uma
frase mal dita, corro como uma chita, nem toda a escrita
Me excita, sou mais ligado à cena
explícita, que vicia grupos dispersos como
Alguma substância ilícita,
Viajo para contos de fadas, apanho
fardas e digo cenas indevidas,
Abalo mentes de dementes ou miúdas
perdidas e indecisas.
Poesia estilística, artística,
quase arte plástica
Destravo a cavilha, para esse
cérebro de ervilha,
Exercito a absorção de conteúdos
como aulas de ginástica,
Junto os meus amigos numa janta,
como os Távora,
Chama-me escritor olímpico, porque
faço a espargata com a
Metáfora!
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