quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sala


Estou na minha sala, sentado na cadeira do baloiço, bebendo um
Whisky de Malte, suspenso numa harmonia que colapsa a minha ira,
Olho para uma foto da minha musa, Princesa Rania, com brilho de Safiras
O incenso vagueia suavemente como uma vaga de inspiração que me bafeja
Beija, como os lábios duma gueixa, fazem queixa por eu conter doses industriais
De inspiração, inspiro expressões e situações e a moral que comportam,
Transportam, metamorfose que começa no hipocampo, amplo campo léxico
Dum disléxico, deixei de ser tanso, redigi durante horas para crescer na arte
Quando a anos atrás chorava atrás de pavilhões por ser deixado de parte, aparte
Disso, cortiço discurso, não me faço de urso, não vou a concurso, sem curso,
Não sou postiço, verdadeiro como a água que nasce no Luso, dou uso ao cartel
De palavras que guardo numa caixa envidraçada, colo um coração partido em cacos
, Sofredor, despedaço por uma frase mal dita, corro como uma chita, nem toda a escrita
Me excita, sou mais ligado à cena explícita, que vicia grupos dispersos como
Alguma substância ilícita,              
Viajo para contos de fadas, apanho fardas e digo cenas indevidas,
Abalo mentes de dementes ou miúdas perdidas e indecisas.
Poesia estilística, artística, quase arte plástica
Destravo a cavilha, para esse cérebro de ervilha,
Exercito a absorção de conteúdos como aulas de ginástica,
Junto os meus amigos numa janta, como os Távora,
Chama-me escritor olímpico, porque faço a espargata com a
Metáfora!

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