Procurava a tua cara nos espelhos da cidade
Esses traços definidos que não espelham a idade
Esses olhos vivaços que avivavam a minha existência
Connosco era muito simples, sem nenhuma ciência
Olhávamos as estrelas que brilhavam no nosso céu
Que emanam a magia cristalina que nos envolveu
Chamava-te princesa sem saber qual era o teu castelo
Com toda a certeza que nos dois juntos somos um elo
Forte! Sem brechas, matamos a saudade com flechas
Agora sem ti escrevo rimas, já são mais do que uma grosa
Preferes a magia das palavras à ternura duma rosa
Ao saber que regressas, visto-me a preceito
Com todo o respeito, espero voltar a ver essa face
Luzidia e carismática, se bem que acreditar no amor
Nesta era é ideia lunática, tu voltas! Chegas frágil
E sem amparo, abraço-te, elevo-te ao altar da fantasia
E tu com a humildade que te irradia, chamas-me mago!
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