domingo, 23 de setembro de 2012

Não sei!


Não sei porque nasci de forma tão sofrida
Se a vida é um sítio de tão boas sensações
Brisas, fragâncias, perfumes ou paixões
Um bom vinho fresco com uma boa comida
Dar as mãos a alguém que nos faz feliz
De forma tão suave que nos envolve em silêncio
A sua marca é difícil de sair da alma como verniz
Mas as suas palavras escorrem como incenso
Uma música que se propaga pelo quarto como magia
Emanada da varinha de um feiticeiro adolescente
Que nos transmite uma vibração boa, antalgia
Do sangue quente latino sou puro descendente
Faço linhas e linhas porque sou apaixonado pela poesia
Horas a fio a criar versos controversos, diversos
Uma sensação eloquente da mais excitante fantasia
Aglutinador convicto de laços espirituais neste mundo dispersos
Desculpem estar a ser chato, mas o meu talento é um rio
Que não para de jorrar litros de vocabulário no papel
Absorvo e destilo este rio com orgulho, prazer e brio
Docemente capaz de te prender, como a fábula do mel
Se pudesse dormia com a escrita, dias inteiros de sexo
Sonetos e prosas recheados de substância e filantropia
Sou esquisito de forma mesquinha, só faço metáforas com nexo
A palavra mantem-me vivo enquanto o vil tempo me estropia.

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